Projeto Rondom

Educar e instruir


O maior movimento voluntário do país

Operação Serra do Cachimbo: O legado

A trajetória universitária permite um período de troca de experiência e aprendizado em diversas relações. O Projeto Rondon vem como soma, oportunizando uma vivência única para cada estudante que participa junto às instituições de ensino superior de todo o país. Através da realização das ações sociais, o projeto visa plantar a semente da reflexão dentro das localidades contempladas pelas Operações.
O processo de realização do Rondon é bastante intenso, pautado na busca e na entrega de conhecimento. A doação e a partilha são horizontalizadas e todos atuam em prol de um único objetivo: exercer a cidadania e gerar multiplicadores. A partir das atividades, vínculos são criados e perpetuados para além do período de execução do projeto, tanto entre os universitários, como com a comunidade.

Laços que transcendem

Para a acadêmica Alana Araujo, da USP/RB, a conexão entre sua equipe decolou após a Operação iniciar. “O que mais me marcou foram os elos de amizade estabelecidos, pois por mais que estivéssemos nos reunindo previamente, a parceria e cumplicidade se intensificaram muito durante o projeto”.
Além disso, alguns conjuntos permanecem realizando encontros entre seus integrantes. “O Rondon criou e reforçou muitos vínculos. Todo mundo se reúne, veste a camisa. Inclusive estamos participando de vários eventos da universidade, todos de amarelinho”, relata Gean Carlos Leandro, da UTFPR - Francisco Beltrão.
A Unifenas de Belo Horizonte também tem passado adiante as experiências vividas no Projeto dentro da instituição. De acordo com a estudante Roberta Duarte, tem sido único poder dividir com os outros seu aprendizado e através desse relato, estimular os alunos a participar do Rondon. “Vou levar pro resto da minha vida o sentido real de ser humilde, de respeitar o outro e de ajudar da forma que for possível (...) E que sorte essas pessoas têm de ouvir sobre o Projeto e sonharem em participar, como eu sonhei. E como todo sonho, nunca é impossível”.
Segundo o professor Luciano Rodrigues da Unesc, experienciar o Rondon é uma ferramenta transformadora para que o universitário tenha uma visão mais holística e humanizada. “Esse projeto proporciona mudanças que transcendem os muros da universidade e que marcam fatores importantes dentro das pessoas, para que elas possam ter uma visão não somente de mundo, mas uma visão para dentro dela mesma frente às relações intrapessoais.
Esse período foi marcante também para quem recebeu o projeto nas localidades da Operação. A saudade é um sentimento ainda presente, como reforça dona Izandra Assis Tomaz, que foi merendeira da escola de Cachoeira da Serra, que alojou conjuntos do Projeto Rondon. “A comunidade sempre irá lembrar de todos que passaram por aqui. Permaneço tendo contato com diversos estudantes e fico muito feliz com isso”.
São diversos os sentimentos que afloram ao falar das vivências adquiridas durante a Operação Serra do Cachimbo. E eles se intensificam ao relatar dia após dia, através dos laços criados e das memórias que carregamos e compartilhamos. A gratidão por ter partilhado momentos, plantado as sementes e isso tudo sendo regado pelo amor e dedicação de todos que se envolveram.
Na cerimônia de despedida da Operação Serra do Cachimbo o grito “Eu não vou embora” era uníssono e tomou o auditório da Uniflor em Guarantã do Norte-MT. E mesmo que todos tenham voltado às suas cidades, cada um carrega em si a presença do outro junto à bagagem. Mais que transformação, Rondon é ação pura.

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