Projeto Rondom

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O maior movimento voluntário do país

Surpresa e carinho marcam a recepção e os primeiros preparativos nas cidades da Operação Tocantins

Às 7h da manhã deste último domingo, os acadêmicos e professores pegaram as malas rumo às cidades em que atuarão nos próximos dias. Durante a viagem, as poucas horas de sono da noite anterior não alteraram o semblante de muita expectativa e ansiedade entre os voluntários, nem diminuíram a curiosidade de conhecer os municípios.

Os acadêmicos e professores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP/USP) e da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), se instalaram na cidade de Aparecida do Rio Negro, que fica a aproximadamente 70 quilômetros da capital, Palmas. Assim como todas as universidades, o contato com a direção dos municípios já teve início desde a viagem precursora dos professores coordenadores. Cada um deles estabeleceu uma pessoa responsável, que na cidade de Aparecida do Rio Negro foi a coordenadora de Projetos Educacionais, Leonice Brasil. Toda a parte operacional da organização e instalação dos rondonistas foi gerenciada por Leonice, que dividiu os setores de alojamento, limpeza e alimentação em equipes diferentes. “Nós preparamos um cronograma de revezamento entre os funcionários da escola, para que assim os voluntários possam ser bem recebidos e não sobrecarregue ninguém”, explica.

As duas universidades estão alojadas na Escola Municipal Luza Machado de Miranda, e não haverá aula enquanto a Operação Tocantins estiver na cidade. O secretário de Educação e Cultura, Alexandre Oliveira da Silva, explica que isso foi decidido para que as crianças também possam usufruir das oficinas. “As ações são voltadas para conscientização e isso é indispensável para a educação infantil. É aprendizado e nós desejamos que todos tenham a oportunidade de participar”, completa.

A cidade, que tem uma população de cinco mil habitantes, carece de infraestrutura e, segundo o prefeito Deusimar Pereira, o governo municipal espera que as ações possam ter continuidade na comunidade após o fim da Operação. “Não há dúvida da importância do projeto para a cidade de Aparecida. Nós envolvemos diversos setores do município para execução das ações e esperamos que gerem frutos tanto para a população quanto para nós, gestores”, ratifica o prefeito. Ele conta que nos anos 70 a cidade recebeu uma Operação como essa e, ainda adolescente, pôde ser atendido. “É uma honra poder ver a cidade que estou gerindo receber algo tão especial e importante como o Rondon, que tem feito tanto pelo Brasil”, completa.

Na manhã de chegada ao município, assim como diversas outras equipes de universitários, o grupo foi acolhido com uma festa de recepção pelos gestores da cidade, seguido de uma reunião com o objetivo de apresentar os voluntários e sanar algumas dúvidas operacionais. Depois de um almoço preparado pelas merendeiras da escola, tanto professores quanto alunos acreditam que suas expectativas foram supridas e até superadas pelo acolhimento do município. Elisa Russo é professora de Farmácia da USP, que compõe o Conjunto A, e conta que se surpreendeu com o carinho, o preparo e a preocupação da cidade em receber os rondonistas. Os alunos Daiane Dupim, da USP e Márcio Gonçalves Ferreira, da Unijuí, concordam com a professora. “O acolhimento foi incrível, nos sentimos abraçados e agora estamos em busca de nos inserir nessa realidade. Eu acredito que essa é a melhor experiência que um universitário pode ter”, afirma o acadêmico Márcio. Daiane também diz que quando chegou a escola ficou feliz e surpresa com a recepção e a forma como cuidaram desde os alojamentos até os materiais para as oficinas e roupa lavada. O Professor Paulo Ernesto Scortegagna destaca que essa receptividade por parte do município já foi perceptível desde a viagem precursora: “já na primeira vez que estivemos aqui nos encantamos com a beleza da cidade, mas principalmente das pessoas que nos acolheram. Nós somos muito gratos à administração da cidade e a todos os envolvidos nessa preparação”, finaliza.

Na cidade de Novo Acordo, as equipes também destacam a excelência nas instalações e na preparação para o recebimento dos rondonistas. O professor Jean Carlos Gentilini, do Instituo Federal do Paraná, que compõem o conjunto B, conta que se surpreendeu ao chegar na comunidade. “Nós percebemos que o município está preocupado com o bem-estar da equipe em cada detalhe, eles até instalaram mais um bebedouro para a gente”, conta o professor.

De lágrimas até risadas, os rondonistas estão com as emoções à flor da pele, muita ansiedade para os próximos dias e preparação para as oficinas das duas semanas de operação.

Texto: Gabriela Neves

Fotos: Aghata Crews

 

 

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