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Rondonistas chegam a Palmas para dar início à Operação Tocantins

O Aeroporto de Palmas encheu-se de um colorido diferente na quinta-feira (19). Quem passou por ali, talvez tenha estranhado o movimento de “amarelinhos” que desembarcavam durante todo o dia. São 330 rondonistas de 33 Instituições de Ensino Superior, com mais de oito estados brasileiros sendo representados na Operação Tocantins, do Projeto Rondon. Nesta etapa, os professores coordenadores retornam com as suas equipes de rondonistas para executar o plano de ação proposto durante a viagem precursora, em outubro de 2016.  

Os sorrisos ansiosos estampam o rosto dos universitários e professores que chegaram a Palmas, capital do estado. Um ambiente ainda desconhecido por 95% dos recém-chegados rondonistas gera curiosidade, e este é o sentimento comum entre o grupo. Felipe Martiniano integra o Conjunto A do Centro Universitário Lusíada, de Santos (SP). Além do clima, pela primeira vez no Tocantins, o acadêmico diz que deseja compartilhar novas experiências: “Sou estudante de medicina e desejo aprender com essas pessoas, vivenciar esse intercâmbio cultural e passar um pouco do que já aprendi para a população”. 

Junto com toda essa empolgação veio muito preparo, além dos materiais para a aplicação das atividades nos municípios. As equipes ficarão alojadas no 22° Batalhão de Infantaria até domingo pela manhã, quando seguirão viagem para as cidades onde irão atuar. Amanda Matar é professora coordenadora da equipe que compõem o Conjunto B, da Fundação João Pinheiro, que fica na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela conta que os universitários estão bem animados e com muita expectativa para os próximos dias, assim como a recepção da comunidade em que eles estarão alojados. “O contato com os municípios foi muito bacana e temos certeza de que o trabalho será positivo, tanto para a gente quanto para a população”, finaliza a professora. 

Além das novidades culturais, os rondonistas também têm a oportunidade de conhecer um pouco da vida militar, as regras de vivência e organização de um batalhão do exército. Para Bruna Muricy, acadêmica da PUC-Rio, essa experiência no universo militar é novidade e ela conta que até se surpreendeu nesse primeiro contato. “Eu via os militares de uma forma bem diferente do que vivenciei aqui. Imaginava eles como pessoas frias e distantes, mas eles são bem mais humanos, atenciosos e gentis”, pondera. O acadêmico Charles Cortelini, do Instituto Federal do Paraná, integrante do Conjunto B, conta que, apesar de ter a 15° Companhia de Combate na cidade em que mora, nunca teve contato com esse meio. “Ao me deparar com a disciplina aqui do batalhão eu achei muito interessante, porque isso resulta em organização, além da qualidade das refeições. É muito importante saber que o Exército, as Forças Armadas e o Ministério da Defesa estão na nossa retaguarda, isso nos proporciona segurança para execução das nossas atividades”, considera. 

Domingo (22) pela manhã as equipes deslocam-se para as cidades em que irão atuar. Em sua maioria, elas serão alojadas em escolas dos municípios e, além de alojamento, receberão toda a estrutura de alimentação e transporte dos governos estadual e municipal. É a integração entre Ministério da Defesa, Exército, poder público e IES para que a Operação Tocantins atinja todos os seus objetivos. 

 

Redação: Gabriela Neves

 

Fotos: Bruno Golembiewski e Aghata Crews

 

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