22/07/2017

Memórias guardadas em folha e caneta

O Projeto Rondon é uma experiência que ficará marcada na vida dos 190 rondonistas que estão participando da Operação Serra do Cachimbo. Para os estudantes e professores que estão desenvolvendo ações na região, as memórias dos acontecimentos atuais perpetuarão por muitos anos. Mas para o estudante Alex Bueno Pereira, que estuda administração na FORP/USP e está desenvolvendo oficinas no município de Guarantã do Norte, o registro também ficará em palavras, entre as páginas de um caderninho amarelo.


Ao final de cada dia, a agenda - que faz parte do kit do rondonista - ganha mais e mais palavras, que narram as aventuras que Alex vive nas atividades que desenvolve com os colegas e a comunidade. Além de descrever o que realizou no dia, aproveita para marcar sentimentos e sensações, no formato de um diário. “Geralmente eu escrevo sobre como foi o dia, as oficinas, e alguns pensamentos que eu acho que são legais de registrar. É bom porque escrever ajuda a aliviar a tensão do dia, e também é uma forma de resgatar muitas memórias”, afirma ao mostrar o caderno, que já possui algumas dezenas de páginas preenchidas.


Escrever todos os dias funciona como uma terapia para ele, que encontrou neste método uma forma particular para lidar com os desafios da Operação. “Eu organizo as minhas ideias através das palavras. Assim, estou desenvolvendo muito mais o meu auto conhecimento”, comenta. Ele faz a releitura dos relatos que realiza no dia, para buscar novas alternativas para lidar com o stress cotidiano.
O registro estende-se às pessoas atendidas pelo Projeto Rondon, especialmente às crianças. “Elas escrevem recadinhos, desenham uma coisa ou outra. Eu estou guardando as anotações delas para que junto com as minhas memórias, eu também carregue algo que pertença à elas”. Dessa maneira, ele conta, a lembrança das crianças ficará mais vívida pois ao olhar um desenho, lembrará de quem o fez.


Alex não tinha o hábito de escrever antes do Projeto Rondon, mas relata que foi um desafio que ele propôs a si assim que foi aprovado para participar das atividades da Operação Serra do Cachimbo. “É tipo uma cápsula do tempo. Daqui a muitos anos, poderei mostrar para os meus filhos e netos uma representação material de que eu participei do Projeto Rondon e desenvolvi oficinas no município de Guarantã do Norte. É uma parte da minha história, e um hábito que eu pretendo levar para além do Rondon”.

Fonte: Comunicação Social da Operação Serra do Cachimbo

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